Retiro de Micareta 2011 - Departamento Juvenil

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Estudos Bíblicos Para Casais

O Pai Cristão

Considero ser pai, a tarefa mais difícil da terra. O pai é diferente da mãe. A mãe sente seu filho no ventre, sente-o crescer, sente as suas pulsações, o pai não. A criança nasce e sua afeição inicial está intrinsecamente ligada a vida da mãe.

Ela é a protetora, a provedora dessa criança, ainda tão indefesa. O pai observa tudo isto, compartilha de toda essa graça, mas ainda não se sente pai, até aquele dia que ouve dos lábios do filho gerado, a palavra “pai”, ser chamado de pai.

O pai cristão tem a responsabilidade de formar crianças à imagem de Cristo Jesus. O pai deve modelar para o filho o Senhor Jesus Cristo, para que o filho siga os seus caminhos.

Podemos chamar isso “o sacerdócio do pai” ou talvez “o pastoreio do pai”. Todo pai é um “pastor” do rebanho que Deus lhe concedeu.

É interessante traçar os paralelos entre o papel do pastor e o papel dos pais. Vejo pelo menos três responsabilidades paralelas entre os dois:

I. O pai sacerdote deve conduzir seus filhos a Deus (Intercessão)

Segundo Atos 6:2,4, uma das primeiras grandes responsabilidades do líder espiritual é a oração. Os pais que oram por seus filhos providenciam alguma forma de proteção para eles contra as doenças do pecado. O pai intercessor ergue paredes de proteção ao redor de seu filho, preocupando-se com seu bem estar, seu relacionamento com o Senhor, pecado, etc.

O pai que ora continuamente pelos filhos certamente agirá também para protegê-los contra o pecado.

Mas como orar pelos filhos? Gostaria de sugerir um esboço muito simples que serve como guia na minha oração pelos meus seis filhos.

Os pais cristãos deve orar por pelo menos cada uma destas áreas:

a) Caráter dos filho (o fruto do Espírito, Gl 5:22 junto com a compreensão da sua identidade como filhos de Deus em Cristo, Ef 1:15-23,3:14-21)

b) Carreira (orar ao Senhor da seará que use meus filhos para expandir Seu Reino no mundo–Lc 10:2)

c) Casamento (orar que Deus direcione meu filho ao cônjuge com quem compartilhará sua chamada para o resto da vida)

O pai sacerdote intercede pelos seus filhos. Mas assim como o pastor, que se dedica à oração e ao ministério da Palavra, o pai sacerdote também se preocupa com o ensino de seus filhos.

II. O pai cristão deve apresentar Deus aos seus filhos (instrução)

O pai pastor está sempre ensinando seus filhos pelas palavras, pelas ações e pelas atitudes. É impossível escapar do olhar destas pequenas ovelhas, que admiram tanto seus “pastores”. Sempre estamos transmitindo o que somos para elas. Com tempo, os filhos se tornam o que os pais são. Por isso o “pai sacerdote” tem que reconhecer que ele é um “pai professor”, sempre instruindo seus filhos e vacinando-os contra a doença que chamo “amnésia espiritual”.

Amnésia espiritual é a doença que aflige os filhos de crentes que não se esforçam em transmitir sua fé para a próxima geração. É a memória de Deus apagada da vida de um filho pela negligência dos pais. Em Dt 6:6-9, nos lemos: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”

Conforme estes versículos, o pai pastor (instrutor) aproveita toda oportunidade para ensinar seus filhos os valores e princípios bíblicos transmitidos pelo Supremo Pastor. Ensina a Palavra formalmente e informalmente, propositalmente e espontaneamente, em todo lugar e em qualquer lugar, em todo tempo e o tempo todo. Não é um fanaticismo evangélico mas um estilo de vida que avalia toda a vida por uma perspectiva bíblia. “O pai que ama Deus de todo coração, transmite sua fé à outra geração!”

III.O pai pastor deve disciplinar os seus filhos (Intervenção)

A última responsabilidade do “pai-pastor” segue naturalmente as primeiras duas. Provérbios 22:6 chama o pai para “ensinar a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele.” Junto com este texto, Efésios 6:4 chama os pais (o termo “pais” designa especificamente homens) a “não provocar seus filhos à ira, mas criá-los na admoestação e na disciplina do Senhor.” Assim como o pastor de rebanho vai atrás de ovelhas desgarradas e às vezes precisa discipliná-las, para que evitem perigos maiores longe do aprisco, os pais precisam intervir na vida dos seus filhos com disciplina equilibrada.

O equilíbrio entre instrução e intervenção ou seja, disciplina, pode ser entendida por meio de uma analogia. O pai vai na frente do seu filho como alguém que quer cavar uma trilha ou valeta em que o filho pode caminhar. No início, a valeta está muito rasa, e o filho pode sair dela com facilidade. Quando isso acontece, o pai coloca seu filho de volta na trilha cavada com firmeza e amor. Com o passar de tempo, a valeta fica cada vez mais funda, e o filho só poderá escapar dela com grande esforço. Quando isso acontece, o papai o coloca dentro do caminho de novo. Depois de 18 anos, a trilha deve ser tão profunda, que o filho teria que chamar o corpo de bombeiros e uma escadona para sair do caminho do Senhor. É possível, mas não muito provável.

O pai que realmente ama seu filho precisa intervir quando este deixa o caminho da instrução. Provérbios recomenda o uso da vara, uma consequência artificial mas estruturada pelos pais, para desviar os filhos do pecado. Deve ser aplicada com força suficiente para arder mas nunca ferir a criança. Assim o pai ajuda seu filho a associar o pecado com dor, assim evitando conseguências muito piores no futuro, proporcionadas pela própria vida.

Muitos anos atrás, resolvi seguir meu caminho, com 9 anos de idade, decidi não ir a Igreja, abandonar os meus padrões cristãos, e não seguir a fé e a doutrina ensina por meu pai. No domingo pela manhã preparei-me para a tão esperada pesca. De posse da minha vara de pescar, fui para o rio, naquela época com muita água, ali na cidade de Mantena-MG. Estava tranquilho pescando, quando senti a dor de uma varada nas costas, era o meu pai. Pegou-me pelo braço e me arrastou até a minha casa, fez vestir a roupa dominical e fui arrastado para igreja. Ele me falou-me as seguintes palavra: “Hoje não entendes o que faço, mas amanhã compreenderás e nunca esquecerás desse ato”. Dou graças a Deus por aquele momento, pelo cuidado e pela disciplina aplicada, que com certeza fez com que permanecesse fiel nos caminhos do Senhor.

Pais, não posso pensar em presente maior que você possa dar a seu filho do que ser um exemplo de seriedade e reverência para com Deus em sua vida. Caminhando com o Senhor, será um referencial inesquecível que ajudará a construir o caráter de seu filho. Você não será perfeito, pois por definição somos imperfeitos, mas a integridade de reconhecer um erro e pedir perdão deverá ser uma marca do pai cristão.

E assim, juntos, pais e filhos procurando conhecer a vontade de Deus para nosso relacionamento, teremos muito mais chances de acertar! 

Os Terríveis Efeitos da Infidelidade Conjugal

O lar cristão deve ser a continuação da igreja, porque, num sentido mais profundo, é a igreja também. O relacionamento entre os membros da família deve ser tão santo em casa, quanto na igreja. Dentre as características de um bom elacionamento familiar, destacamos a fidelidade. Esta é indispensável para que se mantenham inabaláveis os alicerces do lar. Os pais precisam ser fiéis entre si e aos filhos e estes aos pais, todos fiéis uns aos outros.

João, evangelista e presbítero, dirigindo sua terceira epístola a Gaio, diz: "Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos" marcante dos verdadeiros cristãos. O oposto disso, ou seja, a infidelidade, é um terrível inimigo, que tem destruído inteiramente muitos lares e famílias. Neste aspecto, avulta com maior gravidade, a conjugal: o esposo, o pai de família, sendo infiel à es-posa e vice-versa.

A infidelidade é um mal que não é de hoje, mas que, nos tempos atuais, tem-se tornado muito comum nos lares sem Cristo, e também tem atingido muitos lares cristãos. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Ora, o Senhor ama a Igreja com sinceridade, e sobretudo, com fidelidade. Esta fidelidade é tão grande, que

"se formos infiéis, Ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo" 2 Tm 2.1.'3.

Mas Satanás diz ao esposo: "ora, não é nada demais; procura unir-te a outra mulher: a tua já não te agrada. No fim, tudo dará certo. - Os teus amigos não possuem outras mulheres?". Com isso, o inimigo procura desfazer o plano de Deus para a vida conjugal. E muitos homens, mesmo cristãos, têm cedido a essa tentação diabólica, cometendo adultério e prostituição, e desprezando o lar, a esposa, os filhos e seu próprio nome e, o que é pior: desprezando a Deus. A infidelidade, inimigo cruel, não acontece de repente.

É necessário estar alerta para as ciladas do Inimigo. MuItas vezes, a causa do adultério, ou melhor, dos fatores que contribuem para a infidelidade, está sendo fomentada dentro do próprio lar: Com o passar dos anos, o esposo e a esposa deixam de cultivar o amor verdadeiro. Aquelas expressões de carinho dos primeiros tempos ficam esquecidas. O afeto vai desaparecendo entre os dois. No entanto, a necessidade de afeto continua a existir em cada um.É a chamada carência afetiva, que leva muitos a se decepcio-narem com o casamento.

As lutas do dia-a-dia também tendem a desfazer o clima amoroso entre o casal, se não forem adotadas providên-cias para cultivá-lo. O lar, em muitos casos, passa a ser uma espécie de pensão, na qual o marido é o hóspede número um. Proceder fielmente em tudo é uma característica marcante dos verdadeiros cristãos. O oposto disso, ou seja, a infidelidade, é um terrível inimigo, que tem destruído in-teiramente muitos lares e famílias. Neste aspecto, avulta com maior gravidade, a infidelidade conjugal: o esposo, o pai de família, sendo infiel à esposa e vice-versa.

Então Satanás, que não dorme, entra em ação. Começa a falar ao coração que é hora de experimentar um caso de amor, um romance, mesmo passageiro. O cônjuge, mesmo sendo cristão, diante de tal sedução, entra em conflito consigo mesmo. A mente começa a estampar a crise de afeto que existe no lar, a falta de carinho, a indiferença do outro cônjuge. A consciência bate forte, lembrando a condição de cristão, lavado e remido no san-gue de Jesus. Nas primeiras investidas, o servo de Deus pensa, recua, vence. Mas, dia após dia, as coisas se agra-vam. A voz do Inimigo soa mais forte e sedutora; a concupiscência se aquece. Vem a queda, o ato, o pecado, a morte espiritual.

Depois, entre desespero e reações evidentes, o coração explode. O lar, que antes estava ruim, fica pior. A culpa não dá paz. Os conflitos aumentam. Só há dois caminhos: abandonar o lar, a esposa, os filhos e viver na nova "pen-são" ou continuar enganando a todos (mas não a Deus). Em qualquer caso, todos sofrem. O cônjuge infiel, o cônjuge fiel, os filhos, a família, a igreja. Para evitar esse tipo de contribuição à infidelidade, é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo à Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor.

Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infideli-dade não germinem no coração de um dos cônjuges. É bom, que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismo não faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, de alegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem aproveitado, e a união sexual, legítima entre os asados, deve continuar sendo fa-tor de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual.

Deus se agrada da união entre os casados, espe-cialmente entre cristãos: "Seja por todos venerado o matrimônio, e o leito sem mácula" (Hb 1.3.4), diz a Palavra. Reconhecemos que há muita infidelidade que começa por mera tentação, para o que o outro cônjuge, às vezes, em nada contribui. Mas havemos de reconhecer que o casal bem unido em torno do Senhor Jesus terá condições de vencer o Inimigo.
O Senhor Deus, repreendendo Israel, dizia que não aceitava mais suas ofertas. - Por quê?

"Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu FOSTE DESLEAL, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto" Ml 2.14.

Esse trecho nos mos-tra que Deus rejeita aquele que é infiel à sua esposa, e o rejeita não aceitando suas ofertas, seus sacrifícios. Até as orações não são recebidas por Deus, quando o marido não coabita com sua mulher com entendimento, e vice-versa.

Aqui desejamos relembrar algumas recomendações da Bíblia quanto à infidelidade. Paulo doutrinou bastante sobre o assunto. A igreja em Corinto disse:

"Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o des-truirá: porque o templo de Deus, que sois vós, é santo" 1 Co .3.16,17.

O homem, ou a mulher cristã, deve tomar em consideração esta advertência solene e grave da Bíblia: Se alguém destruir o seu próprio corpo, pelo pecado, Deus o destruirá. Mais clara, ainda, é a exortação, quando lemos o trecho de 1 Co. 6.18-20:

"Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prosti-tui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que O NOSSO CORPO E TEMPLO DO ESPIRITO SANTO, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vos mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus NO VOSSO CORPO, e no vosso espíri-to, os quais pertencem a Deus".

Vemos, então, que a infidelidade conjugal, geralmente tornada em adultério, é considerada o maior pecado contra o corpo. Isto porque o corpo é "templo de Deus", "templo do Espírito Santo. Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual.

Haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato sexual. É necessário evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto

Abordagem Bíblica Sobre O Casamento e O Divórcio

Introdução

Através dos séculos, a imoralidade sexual tem sido a causa de muitas e amargas tristezas: lares desfeitos, vidas arruinadas. Hoje, a morte é tão certa como nunca o foi antes; os que deixam o convívio familiar, encontram-se com AIDS e outros problemas relacionados

Porque a muitos feridos derribou, e são muitíssimos os que por ela foram mortos. Caminhos de sepultura é a sua casa, os quais descem as câmaras da morte." Pv. 7:26,27.

O divórcio é conseqüência de descaminhos, da falta de moralidade, e o desagregar da família e tem como causa a imoralidade sexual. O debate sobre o divórcio é muito forte. É assunto confuso, difícil, incompreensível para a grande maioria. Pôr isso escolhemos Mateus 19:3-12 como nosso texto. Para entendermos o assunto vamos alinhar quatro pontos que serão objeto de nosso estudo.

1. Como foi o casamento no inicio.
2. O que Moisés ensinou a respeito do casamento.
3. O que Jesus ensinou sobre o casamento.
4. Como as primeiras igrejas trataram o assunto.

Quando os fariseus chegaram a Jesus e perguntaram-lhe a respeito de divórcio foi com o intuito de apanhá-lo falando contra a lei de Moisés e assim poderem acusá-lo. Eles procuraram algum motivo de entregá-lo às autoridades. Ao responder sua pergunta, "É licito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?" o Mestre não falaria nada que não se achasse na lei. Por isso é essencial que nós entendamos o que diz a lei.

I. COMO FOI O CASAMENTO NO INICIO.

A. Deus criou um casal feito de um homem e de uma mulher. Não foram dois homens e uma mulher nem duas mulheres para um homem, Gen. 2:1-25. Deus os fez na base de um para um. Jesus, referindo-se a Gen. 2:24 em Mat. 19:4-6, disse :

Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez. E disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem."

B. A história não tem documentos que possam comprovar quaisquer cerimônias ocorridas naquela época. Porém havia entendimento comum das famílias das pessoas envolvidas dadas em casamento pelos próprios pais. Somente após a prática da poligamia, iniciada com Lameque, da quinta descendência de Caim, é que a Bíblia registra e trata da degeneração moral das famílias. Gen. 4:19.

C. Gen. 6:2 !Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Há duas hipóteses sobre quem são !os filhos de Deus?:

1) são descendentes de Sete, ou
2) são anjos de Deus. Se são anjos de Deus então precisaríamos admitir que toda lei genética foi quebrada e que espécies diferentes se cruzam, procriam. Desta forma, então, evidenciamos a teoria da evolução, se admitirmos. Mas creio que estes homens foram descendentes de Sete porque depois do nascimento de Enos, os homens começaram a se chamar pelo nome do Senhor, de acordo com as escrituras originais em Gen. 4:25.

Destas duas teorias acima, o importante a ressaltar é que a degeneração da família resultou em grande iniqüidade, de tal forma que Deus se irou, destruindo o mundo pelo dilúvio.

D. O sexo no matrimônio é abençoado por Deus. Não é pecado, porque foi estabelecido por Deus, Gen. 1:28; Hebreus 13:4.

E. Quando Deus mandou o dilúvio que destruiu toda a humanidade (menos Noé, sua esposa, seus três filhos e esposas), Deus começou a raça humana outra vez na base de um a um: um homem para uma mulher. Não muitas mulheres para um homem, nem muitos homens para uma mulher. Deus não criou a poligamia.

II. O QUE MOISÉS ENSINOU A RESPEITO DO CASAMENTO.

A. Mesmo antes da lei de Moisés vigorar, o casamento era contratado entre as famílias. Algumas vezes, deixava-se a decisão a cargo da moça como no caso de Rebeca, mas a maioria das vezes foi contratado por negociação. Um exemplo é Raquel. No tempo de Moisés já a poligamia estava instalada, dai a necessidade do divórcio para haver ordem. Mesmo assim, perante Deus o homem permanecia faltoso, pela dureza do seu coração.

B. Foi Deus quem deu o mandamento: ?Não adulterarás? que foi acompanhado com a pena de morte para os infratores, Ex. 20:14. Deut. 22 arrola as infrações que culminaram com a pena da morte para o indivíduo:

1. v. 13-21. Se um homem se casasse e achasse que sua esposa não era virgem, ela seria apedrejada até morrer.
2. v. 21. Observe que a prostituição foi grave e as filhas de Israel pagaram por este pecado com suas vidas. Este pecado é chamado !doidice? ou !loucura? em Israel, Gen. 34:7.
3. v. 22. Se um homem se deitasse com uma mulher casada, ambos estariam sentenciados à morte.
4. v. 23-27. Se um homem deitasse com uma virgem desposada de um homem e ela não gritasse por socorro então os dois foram mortos. Mas se ela foi forçada então só ele que morria.
5. v. 28-29. Se um homem se deitasse com uma moça virgem, não desposada, eram obrigados a casar. Ele não poderia repudiá-la até a morte.

C. À luz dos fatos citados acima, em que situação o homem podia divorciar-se de sua mulher? Somente em Deut. 24 achamos os termos para se fazer isto. Jesus disse aos fariseus que Moisés deu permissão por causa da dureza dos corações, mas não foi assim no princípio. Os fariseus basearam seu argumento em Deut. 24, que diz que se ele achasse !coisa feia? nela quando casaram, podia repudiá-la. O termo !coisa feia? é traduzido da palavra !ervah? em Hebraico, que quer dizer, !algo relacionado à nudez? e é encontrado em dois lugares na Bíblia. Além de Deu. 24:1 é achado em Deu. 23:14 falando de uma pessoa que não tem cuidado em coisas íntimas. Era uma desgraça ter a impureza dos hábitos e para descobrir qualquer coisa intima da pessoa. O Talmud, livro não inspirado que os Judeus usam para interpretar a lei de Moisés, explica que o costume dos Judeus era de fazer o contrato de casamento um ano antes que o casal consumisse a união. Neste período, a moça foi observada. Se o homem não quisesse ficar com ela então era necessário repudiá-la legalmente. E porque não foi caso de adultério, ela não foi morta pela lei. O homem podia repudiá-la se ela tão somente tirasse o véu porque era o símbolo de que ela pertencia a ele.

Os judeus aproveitaram desta !brecha? na lei para justificar o repúdio por qualquer coisa. Segundo Deut. 24:2, a mulher repudiada por ter nela a !coisa feia? podia casar de novo. Porém em v. 4, podemos notar que quando o segundo marido se casou com ela, ela foi contaminada. Neste segundo casamento, ela ficou contaminada, mas não no primeiro. Por esta razão, se ela quisesse voltar ao primeiro marido, seria adultério. Sendo assim, o segundo casamento era um tipo de adultério tolerado por causa dos corações duros dos homens e para haver mais ordem na nação. Quem deu esta lei foi Moisés. Por esta mesma razão deduzimos que a expressão ?coisa feia? não é adultério, porque se fosse assim, então, o segundo marido não a contaminaria, porque ela já estava contaminada antes de se casar com ele. Heb. 13:4 é muito claro que no matrimônio, o leito é sem mácula. Se o leito fosse sem mácula no segundo casamento durante a lei, então por que a mulher foi contaminada por seu segundo homem? Concluímos que o caso de divórcio e re-casamento em Deut. 24:1-4 não deixa de ser pecado, só foi dado para ter ordem na sociedade. Também estes versículos não tratam de infidelidade, mas sim de qualquer desgraça pessoal ou desrespeito ao marido, e com o passar do tempo deu margem ao abuso desta liberdade que Moisés deu.

III. O QUE JESUS ENSINOU SOBRE O CASAMENTO.

A. Jesus disse que ele veio para cumprir a lei e não para destruí-la. Ele cumpriu a lei na sua morte e pregou-a na cruz. Mas até a morte dele, a lei ainda estava em vigor para os judeus. Quando os fariseus fizeram a sua pergunta sobre o divórcio, eles ainda estavam debaixo da lei. Portanto, tudo que Jesus falou sobre o assunto concordava com a lei que estava em vigor. De fato, é notável que Cristo intensificou a lei, dando o sentido verdadeiro dela. Mat. 5:27 e 28 explica que só o ato de cobiçar a mulher já é adultério. Mat. 5:31-32 mostra o que ele pensava dos antigos. V. 31 ! Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite." Em v. 32 !Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério."

Notemos:

1. O assunto aqui não é o direito do homem casar se de novo, mas é que ele faz a sua mulher cometer adultério se ele divorciá-la. (É entendido que ela provavelmente vai casar de novo, sendo !livre? do marido). Esta explicação concorda com Deut. 24:4 que diz que a mulher será contaminada com o segundo marido.

2. O homem tinha o direto de repudiar a sua mulher se ela fosse infiel! Neste caso ele estava repudiando-a por causa de prostituição da parte dela. Ele não seria culpado de fazê-la cometer o adultério. Ela já estaria culpada.

3. A lei exigia a morte dela e então o homem seria livre para casar se de novo. Nós sabemos que ainda foram executados os infratores da lei no tempo de Jesus. Ver: João 8:1-11. Jesus não falou para os fariseus não apedrejarem a mulher pega em adultério, mas disse que aquele que não tivesse pecado jogasse a primeira pedra. A lei exigia que toda a acusação fosse feita por duas ou três testemunhas do ato. Jesus como homem não era testemunha. Mais uma vez Jesus está dentro da lei. Quando todos os deixaram, e Jesus estava a sós com a mulher, ele mostrou que ele como Deus sabia tudo sobre ela pois disse-lhe, !vai-te, e não peques mais."

4. Lu. 16:18 também diz ?Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera também." Neste caso o homem é culpado também.

B. Agora vamos estudar o nosso texto, Mat. 19: 3-12, e Mar. 10:2-12 que relata a mesma historia. Em Marcos 10:2 os fariseus perguntaram:

É licito ao homem repudiar sua mulher? Mat. 19:3 consta a mesma pergunta, mas acrescenta ?por qualquer motivo." Marcos sempre resume o assunto e Mateus elabora mais. Nesta época os judeus estavam se divorciando por qualquer motivo. Eis os doutores procurando pegar Jesus ensinando uma coisa contrária a lei. Vamos lembrar que adultério foi punido com a morte do indivíduo conforme a lei. Jesus não vai desviar do sentido original. Ele não somente sustenta a lei, mas a intensifica, como fez no caso do filho que não honrasse os pais em Marcos 7:9-13.

1. Em Mat.19:8 e Mar.10:5 Jesus explica que Moisés permitiu o divórcio por causa da dureza dos corações, MAS também disse que no princípio não era assim. Jesus está relembrando aos fariseus que o certo é o que Deus decretou no princípio. Deus não aprova o repúdio, mesmo depois do tempo de Moisés. Veja Malaquias 2:16, !Porque o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio...e não sejais desleais."

2. O versículo que muitos gostam de usar para provar a legalidade e o direito de casar de novo se o parceiro fosse infiel é Mat. 19: 9 : !Eu vos digo, porém que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério." Marcos, ao resumir este fato, não falou a frase: ?não sendo por causa de prostituição?. Pôr que será? Aparentemente a questão não é se a pessoa tem o direito ou não de casar de novo se o parceiro fosse infiel, mas se o casar de novo é adultério. Lembramos que a lei exigia a morte de quem cometesse prostituição. É muito duvidoso que Jesus vai desviar-se do sentido original da lei. Esses fariseus conheceram muito bem a lei neste respeito. Se o infrator fosse executado conforme a lei então o parceiro ficaria livre para casar de novo. O assunto aqui é, se por qualquer outra razão se casasse, seria adultério. Sim, na época de Jesus Cristo ainda existia a pena de morte para adultério e Jesus não estava se retratando ou se desfazendo desta lei, mas somente mostrando aos fariseus que Ele concordava com a lei. Então, ele não somente respondia a pergunta dos fariseus, mas também intensificou a lei quando ele disse que Moisés permitiu o divórcio por causa da dureza dos corações, porém que no princípio não era assim.

3. Em v. 10 do mesmo capítulo, os discípulos mostram que eles entenderam perfeitamente o que Jesus tinha dito, isto é, ?Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convêm casar." Mas Jesus disse em v.11 que nem todos podiam receber esta palavra, e continuando em v.12 ele explica que há vários tipos de eunucos: (a) os que nascem assim; (b) os que foram feitos assim pelos homens; (c) e outros ainda que por causa do reino de Deus se fizeram eunucos. Creio que a pessoa cujo parceiro for infiel deve considerar-se como um eunuco pelo reino de Deus, e que isto é o ensinamento de Jesus.

IV. COMO AS PRIMEIRAS IGREJAS TRATARAM O ASSUNTO.

A. Os doze apóstolos não trataram deste assunto em seus escritos. Eles ministravam mais aos Judeus enquanto a nação ainda guardava a lei de Moisés. Paulo, porém, era o apóstolo aos gentios (que não estavam sob a lei de Moisés). Por isso escreveu mais detalhadamente a este respeito.

B. Paulo escreveu em Rom. 7:2-3: !Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera, se for doutro marido: mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for doutro marido."

C. I Cor. 7 inteiro trata de vários assuntos ligados ao casamento. Vejamos:

1. O homem não deve tocar na mulher (sexualmente) se não são casados, v.1.
2. Tanto o homem, como a mulher, deveria casar para não cometer a prostituição, v.2.
3. Os dois têm direito a todo o privilégio sexual do casamento e nenhum deles deveria proibir ou negar ao outro esse direito, v.2-3.
4. Paulo deu sua opinião a respeito dos não casados, mas falou que não era mandamento de Deus, v. 6-9.
5. Quando ele fala aos casados disse: ?Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido,? v. 10.
6. ?Se, porém, se apartar, que FIQUE SEM CASAR, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher,? v. 11.
7. Paulo aconselha os irmãos casados com descrentes a ficar com seu cônjuge. Se porém, o descrente deixar o crente, este não é obrigado a ficar com ele, v.12-16. Notemos: Paulo não deu o direito de casar de novo. Somente a liberdade de ficar separado.
8. A regra geral está em V. 20. ?Cada um fique na vocação em que foi chamado." Este versículo não ensina que uma pessoa deveria continuar numa relação imoral como a de capítulo cinco deste mesmo livro. Este caso é de um homem que estava vivendo com a mulher do seu pai. Estava tendo um caso com ela. Era uma relação que deveria e poderia terminar. Mas quando é um caso em que a família já foi formada, então para o bem dos filhos, é melhor ficar !na vocação em que foi chamado? e regularizar o seu estado civil.
9. Qual é o estado de uma pessoa que tem sua vida atrapalhada antes de receber Jesus como seu salvador? Conforme I Cor. 6:9-10, tal pessoa não pode herdar o reino de Deus. Então como eles podem ser salvos? V. 11 tem a resposta. ?E É O QUE ALGUNS TEEM SIDO, MAS HAVEIS SIDO LAVADOS, MAS HAVEIS SIDO SANTIFICADOS, MAS HAVEIS SIDO JUSTICADOS EM NOME DO SENHOR JESUS, E PELO ESPÍRITO DO NOSSO DEUS."

UM CONSELHO SINCERO

Meu amigo, se você se acha neste estado de pecado, fique sabendo que com Deus há perdão para aquele que crê em Jesus. ?Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,? Ap. 1:5. Em Jesus há justificação: ?Seja?vos notório varões irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados... E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê,? Atos 13: 38-39. Creia naquele que levou todos seus pecados em seu corpo e morreu na cruz porque ele o amou. 1 Pe. 2:2

Casados, Porém Solitários

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho: se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa”. Ec. 4: 9-12

O texto que abre a nossa reflexão foi escrito por Salomão, filho do rei Davi, e que foi considerado o homem mais sábio de todos os tempos. A passagem serve-nos de exemplo, quando vemos Salomão nos falar de um relacionamento consistente entre duas pessoas, com alvos e propósitos definidos. Mas quando olho para o texto me pergunto: por que ele não é realidade na vida de muitos casais? O que estamos presenciando em nossos dias é, infelizmente, o oposto destas palavras proferidas por Salomão.

Veja bem que o texto eclesiástico mostra ao homem a importância que tem o casamento em sua vida:

“melhor é serem dois do que um”.

O valor do matrimônio e a constituição de uma nova família estão expressos em todas as letras e devem ser o alvo primeiro de todo cristão. E por quê? Porque juntos resistirão aos dias maus, às gigantescas ondas que se alevantam, às tempestades horrendas e à solidão. Porém é impressionante como, mesmo depois de casados, muitos casais vivem solitários dentro de um mesmo universo e passam, individualmente, a querer lutar contra os obstáculos do dia-a-dia e a buscar os seus próprios interesses.

As casas de muitos casais se tornaram como as grandes metrópoles brasileiras: povoadas, porém, focos de grande solidão. São pessoas que vivem debaixo do mesmo teto, fazem as suas refeições juntas, dormem lado a lado na mesma cama, fazem sexo quase que diariamente, caminham de mãos dadas, entretanto, mantêm uma distância emocional enorme. Conversam, mas não se comunicam. Moram juntas, mas ainda não constituíram o verdadeiro lar. E esse paradoxo tem refletido negativamente na vida de muitos solteiros, que dizem: “se muitos casados vivem solitários, então é melhor me sentir solitário sozinho”. Alguém já escreveu que a pior solidão é a que se manifesta entre duas pessoas.

Creio, como conselheiro familiar, que o casamento foi o antídoto criado por DEUS para combater a solidão:

“Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda”. Gn. 2:18

O objetivo de DEUS, como vimos, é não tornar o homem solitário. Então vamos aqui levantar alguns fatores porque isso acontece em muitos casamentos hoje em dia e, também, “receitar alguns remédios” para combater esse vírus, que tem destruído casamentos.

1) Idéia errada de casamento – muitas pessoas nutrem o desejo de se casarem, crendo, infelizmente, que o casamento é uma etapa da vida isenta de tribulações e dificuldades. Quando eu era menor ouvia muito dizer que “casar é viver um mar de rosas”. Essa idéia equivocada de casamento é frustrada quando fortes obstáculos surgem na vida do casal, o qual, por não ter construído antes uma base conceitual real do matrimônio, logo deseja “pendurar as chuteiras”. Observe o versículo:

“as muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-lo (...)”. Ct. 8:7

“Não poderiam...”, ou seja, podem, sim, destruir esse amor... A responsável por oferecer essa base aos jovens namorados e noivos é a própria igreja, o ministério de família. Mas, infelizmente, em muitas denominações o tema família está em segundo e terceiro planos, ofuscando a importância do tema para a vida espiritual do cristão. Casamento, consciente das dificuldades e do interesse de um ajudar o outro, é maravilhoso; mas não é um mar de rosas...

2) O casal desconhece o papel de cada um no contexto familiar – como disse anteriormente, depois de casados, e depois da lua-de-mel, e depois dos primeiros meses, aí vem a realidade de uma maneira mais clara e decisiva sob as vistas, meio frustradas, do homem e da mulher. Cada qual procura resolver do seu jeito os problemas que vão surgindo. Algumas vezes até conseguem. Na maioria, entretanto, esses problemas vão se tornando uma “bola de neve” e se juntando a outros grandes problemas. As responsabilidades na vida do marido e da esposa se misturam. Um termina, inconscientemente, assumindo o papel do outro. E para não querer apresentar à igreja uma imagem de derrotados; de que o casamento fracassou, simplesmente se isolam em suas torres de marfim. São casados; são felizes, apenas na aparência. É uma vida de casados de hipocrisia, que, com certeza, não conseguirá ir muito adiante. A Bíblia diz claramente que a esposa é a ajudadora do marido, e que este é o cabeça do lar, aquele que responde sabiamente pelas decisões finais. DEUS não casa pessoas e os entrega ao relento. DEUS é Pai zeloso: une e mostra todos os caminhos para a felicidade...

3) A dificuldade de conviver com as necessidades do outro – cada pessoa possui necessidades emocionais, pessoais (profissionais, sexuais etc.) e espirituais. Mas DEUS planejou para que todas essas necessidades fossem supridas dentro de um contexto familiar. Quando um casal resolve se casar, dificilmente, pensa nas necessidades um do outro, ainda menos, em como supri-las, resultando numa infidelidade. Então, surge, na história do casal, uma “terceira pessoa”, que não necessariamente é um homem ou uma mulher, mas a busca incessante por um projeto pessoal, uma carreira, um sonho etc. Ambos começam a lutar pelos seus sonhos de maneira individual, egoísta, e se afastam imperceptivelmente do sentido da unidade familiar. Muitos dos casos que tenho recebido em palestras e em atendimentos se referem à área sexual. Mas também já vi até filhos se tornarem o motivo desse distanciamento...
Bem, levantei apenas alguns fatores. Vejamos agora alguns conselhos:

1) nunca perca o sentido da unidade familiar. Embora seja natural que cada um tenha os seus próprios sonhos, mas estes não podem ser um fator desagregador do casal. Eles devem ser partilhados e correspondidos mutuamente;

2) o casal deve participar sempre que puder de congressos e encontros destinados à família. É uma maneira de reciclar, de inovar. A leitura de bons livros da área também ajuda bastante;

3) pense que sempre há solução para os problemas. Algumas vezes as dificuldades se tornam eternas porque não sabemos como lidar com elas. Então, aqui, deixo como alternativas o diálogo, a cumplicidade, a dedicação, a paciência, a amizade e, enfim, o maior de todos, o verdadeiro Amor. Sem DEUS o casal não pode chegar a lugar algum. Foi por isso que no texto de abertura de nosso estudo, o autor fala num cordão de três dobras, ou seja, a presença de JESUS na vida do casal. A terceira dobra é JESUS solidificando a relação a três. Onde JESUS está não há cordão que se arrebente nem lar que viva em solidão. Ainda que o casal tenha toda a instrução da ciência; dos homens; sem JESUS de nada adianta. Veja o que escreveu o apóstolo Paulo:

“Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor”. 1 Co. 13:13

Que DEUS os abençoe!

A Mulher Sábia Edifica a Sua Casa

Provérbios 14.1

A mulher precisa ter qualidades, das quais, depende a felicidade do lar.

"Lar doce lar". Provavelmente você já ouviu esta frase antes. Completa por si mesma, e alvo de muitas famílias, esconde dentro dela uma realidade conhecida por poucos, a qual, pode ser definida pelas palavras de Salomão: !Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com suas próprias mãos? (Pv 14:1). Em outras palavras, Deus está nos dizendo que a mulher precisa ter qualidades, das quais, depende o bom sucesso do seu lar. Não haverá um lar doce e feliz sem uma mulher sábia. Para confirmar o que estamos dizendo estudaremos a vida da mulher sunamita (2Re 4:8-37).

1. A mulher sábia há de ter os olhos voltados para a obra do Senhor; v. 9

2. A mulher sábia há de ter contentamento; v. 13 Em Pv 30:21,23 somos informados que !a terra se alvoroça...com uma mulher aborrecida (sem contentamento ! descontente com o que recebemos de Deus) quando se casa."

Algumas mulheres não precisam de muita coisa para se aborrecer. Se uma agulha se perde o mundo o ouvirá. Pensemos no descontentamento de algumas mulheres e em como isso afeta seus filhos, e muito mais, seus maridos. Não poderá o marido viver alegre, afinal, quem deveria alegrar-lhe está sempre triste e reclamando. A sunamita era jovem, provavelmente bonita, e, sendo casada com um homem bem mais velho, estava impossibilitada de ter filhos. Para uma mulher daquele tempo isso era uma sinal muito triste. Podia ela viver !aborrecida?, mas não! Ela está satisfeita. Quando o profeta quis devolver a benfeitoria ela prontamente recusou, alegando: !Eu vivo feliz no meio do meu povo?. Para ela o simples fato de viver entre as pessoas que a amava e a respeita já era motivo de ser feliz. Seria bom se todos tivessem consciência de quando estão realmente bem. O coração contente não precisa de muito para sentir-se feliz e em paz. Contrário isso é o espírito de descontentamento que paira sobre muitas mulheres.

Tal foi o caso de Raquel, que numa condição igual a da Sunamita disse ao seu marido: !Me dá filhos senão eu morro?. Além de viver descontente culpa o marido pelo fato (Pv 30:15; 17:1 )

3. A mulher sábia atrai as bênçãos do Senhor; v. 14-17

Sim, afinal, !Deus não é injusto para se esquecer do vosso trabalho? (Hb 6:10). Os lares mais felizes e abençoados são aqueles onde a mulher edifica um espírito de contentamento e gratidão, pois, mesmo as bênçãos não pedidas e inesperadas chegam como recompensa do temor ao Senhor. Deus tem prazer em contemplar o desejo secreto !...porque, vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes? (Mt 6:8). Veja a Sunamita. Mesmo sem pedir, Deus lhe deu !um filho?. Uma mãe contente é uma mãe que espera em Deus, e é isso que ela deve transmitir aos filhos.

4. A mulher sábia tem a confiança da sua família; v. 18-19

Como é bom ter alguém com quem podemos contar sempre. Veja o desespero desse velho homem quando seu filho ficou doente. Que poderia ele fazer com as dores do seu filho? Mas ele tem uma auxiliadora, e sabe que pode contar com ela. Sua ordem ao servo expressa isso: !Leva-o a sua mãe. E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos...". O filho precisa de um colo e o marido de um ombro. Você é uma mulher assim? Seu marido pode contar com você nas horas mais difíceis? És tu um amortecedor dos impactos? Que seja! Faça tudo para ser. Sua família precisa de você. O marido precisa de uma mulher em quem confiar, pois esse é o propósito de Deus para a esposa, ou seja, !ser-lhe uma adjutora? para que !o coração do seu marido está nela confiado? (Pv 31:11-12).

5. A mulher sábia não é alvoroçadora; v. 20-23

Este é o ponto x para muitas mulheres.
A mulher louca é alvoroçadora; é néscia e não sabe coisa alguma." (Pv 9:13).

Certamente não era esse o caso da Sunamita. O filho que recebera veio a adoecer e morrer em seu colo. Poderia sair correndo, injuriando, amaldiçoando, e acusando seu marido pela fatalidade. Muitas mulheres são alvoroçadoras, ou seja, irrequietas, assustadas e barulhentas. O comportamento de mulheres assim nos dias de angústia faz da casa um verdadeiro campo de guerra. Sua agitação e gritaria causa tamanha confusão no lar que todos tendem a escapar de sua revolta. Mas a mulher Sunamita é sábia, e seu comportamento no dia da adversidade mostra uma calma impressionante que é fruto da fé verdadeira. Nenhuma palavra louca saiu de seus lábios. Imediatamente ela pensou em Deus, e foi logo falar com aquele que o representava. Do marido pede apenas algumas providências matérias, e para não abala-lo, diz-lhe: !Não se preocupe?. De fato, quando a mãe tem seu coração confiado em Deus o lar goza calma. Sim, tudo o que Deus faz é bom!

1. O alvoroço de Sara trouxe Ismael ao mundo.

2. O alvoroço de Rebeca quase causou um assassinato; Gn 27:13

Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. Tá bem. Pv 21:19

6. A mulher sábia confia seus filhos apenas a Deus. v. 25

Enquanto a maioria das pessoas de seu tempo consultaria os ídolos (I Re 1:2) a Sunamita vai diretamente a Deus. É fato que o desespero tem feito muitas mães levar sua casa para a idolatria, para os charlatões da fé, e para o espiritismo. A Sunamita tem consciência de que somente Deus pode ajuda-la. Tinha tal confiança na bondade de Deus, que estava pronta para crer que Ele restauraria o que havia agora retirado. Finalmente o filho amado foi restaurado vivo à sua mãe. Colocar um filho nas mãos de Deus e te-lo eternamente. Que o esforço maior de uma mãe seja o de por seus filhos nas mãos do Senhor.

7. A mulher sábia jamais ficará desamparada: 2Re 8:1-6

A Autoridade dos Pais e os Seus Filhos

Cl 3.20, Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.

Deus tem estabelecido os pais como uma das Suas autoridades controladoras na terra. Aos pais Deus delegou tanto o direito a controlar os filhos, como também ser a autoridade necessária para que os pais e os filhos tenham as bênçãos de Deus. Tudo isso se os pais treinarem os filhos a serem controlados pelos pais.

Aqueles a quem Deus coloca na posição de ser os pais, respondam diretamente a Deus. Os pais, ou os responsáveis pelos filhos, respondam a Deus se controlaram ou não os filhos.

A autoridade que Deus dá aos pais é o tipo que faz que eles tenham o direito a colocarem as suas vontades sobre a vontade de seus filhos e mandá-los a seguirem a sua liderança. Os pais também têm o direito de Deus de administrar justiça tanto para punir a desobediência quanto abençoar o comportamento correto.

Os filhos devem obedecer tanto pai quanto mãe. A palavra obedecer, como usada em Cl. 3.20, é um mandamento e significa ouvir e obedecer, conformar-se à autoridade.". Em outras palavras, essa passagem instrui que os filhos devem fazer o que os pais os dizem. Isso significa que a palavra dos pais é lei. Quando o filho é desobediente à palavra dos pais, ele quebra tanto a lei de Deus quanto a lei dos pais. Esse mandamento não é complexo. Dita que os filhos devem fazer o que os pais instruem.

Mesmo que este mandamento é endereçado aos filhos, os pais, por ter a autoridade, respondem a Deus pelo seu cumprimento pelos filhos enquanto os filhos estejam na sua responsabilidade (I Sm 3.11-14). Deus sempre responsabiliza aqueles em autoridade pelas ações daqueles que estão sob a sua autoridade. Os pais são responsáveis a Deus pela a obediência dos seus filhos. Um paralelo a este princípio é que Deus manda o homem de não matar, mas Ele tem dado ao governo a responsabilidade e autoridade a administrar a pena da morte. O governo é responsável pelos seus cidadãos nesse caso. Na mesma maneira, Deus tem dado aos pais o poder de forçar a obediência dos filhos em tudo ! vestimenta, alimentação, escolaridade, amizades, uso do tempo, adoração, comportamento, etc.

A autoridade dos pais abrange muito mais do que qualquer outra instituição que Deus tem estabelecido. Os pais têm o direito de forçar obediência dos seus filhos em tudo. Os sujeitos de outras instituições devem submeter as suas autoridades. Mas o filho é mandado a obedecer a seus pais. A diferença entre submeter e obedecer é que a submissão envolve a atitude de aceitação voluntária de autoridade, mas a obediência é para ser exercitada para com a autoridade se querendo ou não.

São os pais que têm o direito de controlar seus filhos. Nenhuma outra instituição ou pessoa tem tantos direitos sobre os filhos quanto têm os pais. A sociedade, a escola, os vizinhos, ou qualquer outra instituição não têm tanta autoridade sobre os filhos quanto têm os pais. A autoridade que os pais têm sobre os seus filhos é responsável ao governo só nos casos de incesto, mal-trato, e homicídio. Os pais são responsáveis diretamente a Deus se não cumprem a responsabilidade das suas autoridades constituída por Deus. A Palavra de Deus não sanciona direitos para as crianças. Os filhos têm somente o direito de Deus a serem criados pelos seus pais sem a intervenção de qualquer outra instituição.

Deus honra o valor de autoridade dos pais tanto que na Lei de Moisés Ele instituiu Seus princípios nas leis para o governo proteger a autoridade dos pais para com os seus filhos. Em vez do governo se substituindo pela responsabilidade dos pais pelos filhos, biblicamente o governo deve sustentar a posição dos pais. Os filhos não devem ser permitidos a rebelar contra os pais. Mt. 15.4; Ex. 21.15, 17; Dt. 27.16; Pv. 30.17. Três princípios são revelados nesses versículos:

1. Tanto o pai quanto a mãe são considerados iguais como pais.

2. Deus não tolerará o desrespeito aberto dos filhos para com a sua responsabilidade para com os pais. A pena da morte devia ser administrada a qualquer que tem o hábito de desrespeitar, bater ou amaldiçoar seus pais. É claro que os pais não têm o direito de aplicar a pena da morte, pois a instituição do governo tem esta autoridade somente. Porém os pais pela Lei foram obrigados a testificar publicamente contra tal filho Dt. 21.18-21. Como se pode ver, Deus é sério quando mando que os filhos devam ser obedientes aos pais. Estes versículos foram dados a Israel como nação, mas o princípio, ensinado às igrejas no Novo Testamento, está para nós hoje. Deus não tolera filhos desrespeitosos ou desobedientes.

3. Se um filho desobediente escapa da pena da morte pela falha dos pais ou do governo, Deus julgará tanto o filho quanto o pai e a nação por tal desobediência I Sm. 3.13; 4.10-18; Pv. 30.11-17.

A promessa de benção para os filhos. Ef. 6.2,3; Ex. 20.12. A promessa de longa vida significava muitas bênçãos naqueles dias que Deus deu estas palavras ao homem. !Dias prolongados? significava nenhuma morte pela guerra, doença, fome, ou por animal selvagem. Ter "dias prolongados" era uma promessa de uma morte natural. Também foi uma promessa de prosperidade física, pois longos dias dariam mais tempo para acumular riquezas em gado, terra, e filhos. O filho que honra o seu pai e a sua mãe seria protegido na sua vida adulta pela promessa de Deus. Podemos entender que os pais que amarem seus filhos verdadeiramente desejarão o melhor para eles e exigirão obediência dos filhos. Estes pais farão tudo para que os seus filhos lhes honrem, para que tenham as bênçãos prometidas por Deus.

Deus julgará cada filho numa maneira que é consistente com Seu caráter. É verdade que existem indivíduos maus que acabam sendo pais com autoridade sobre os seus filhos na mesma medida que existem lideres maus no governo. Tais pais que usem mal a sua autoridade responderão ao julgamento direto de Deus. Quando observamos um filho receber mau tratos dos seus pais, devemos lembrar que Deus ainda está em controle e foi Ele que colocou tal filho em tal lar para Seus próprios desígnios.

Deus controla cada vida e o Seu plano eterno inclui a falta de justiça neste mundo. Pode ser que o filho que é maltratado pelos seus pais necessite tais pressões para aprender a submeter a sua vontade a Deus. Talvez Deus esteja preparando tal filho para O glorificar melhor pelo sofrimento como Ele fez no caso de Jó. Nós vemos um filho inocente enquanto Deus vê uma alma pelo qual Ele interessa. Deus não erra, portanto devemos deixar Ele a cuidar dos pais rebeldes.

Como uma autoridade humana, você, como pai ou como mãe vai errar mesmo que deseje a fazer tudo correto. Uma autoridade não tem que ser perfeito para poder exercer a sua posição. Obediência e respeito pela autoridade podem ser aprendidos daquilo que aparenta a ser injusto ou incompetente. Pais, vocês são a autoridade maior sobre seus filhos. Não permitem a sua fraqueza como homem a impedir-lhe de cumprir as suas responsabilidades. Deus sabia que vocês eram imperfeitos quando Ele lhe deu o filho.

Os filhos precisam o exemplo de autoridade sobre eles. Se os pais não dão à liderança necessária, os filhos a acharão em outro lugar ou em outra pessoa. Os filhos precisem desesperadamente um líder a qual possam seguir e a quem podem dar sua admiração. Deus criou os filhos na maneira que eles necessitam e respondem à autoridade dos pais. Portanto acharão um substituto se os pais não preenchem a sua posição (astros do esporte, estrelas do cinema, líder de um clube, etc.).

Contrario ao ensino de psicologia, seu filho necessita um pai que é líder não um colega. Os pais têm o lugar de autoridade e portanto não podem ser o amigão mas o líder a qual o filho deve respeitar e ser obediente. Se os pais mostram bem a sua autoridade enquanto o filho está em fase de desenvolvimento (faixa etária de 0-13 anos de idade), depois terá uma vida de amizade entre eles e o filho adulto.

Os pais são os símbolos representativos da autoridade de Deus. A maneira que os pais exercitem sua autoridade determina em muito a maneira que os filhos pensem sobre Deus. Como pai você tem a oportunidade de moldar as opiniões dos filhos sobre Deus, o governo, e até como comportar-se quando casado. O filho que é exigido a obedecer a seus pais respeitará a sua autoridade e será preparado a submeter-se às outras autoridades que existem, incluindo a própria Palavra de Deus. Pv 23.13, 14

A Vida Conjugal

"Honrado seja entre vós todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros,
Deus os julgará" Hb. 13:4

Conforme já havíamos falado em outros cultos, nos estudos subseqüentes da "VIDA FAMILIAR CRISTÃ", iremos falar da vida sexual do casal, que poucos pastores e pregadores têm coragem de abordar. Naturalmente vamos tratar do assunto com muito respeito e seriedade. Trata-se da vida sexual dos cônjuges cristãos. Eu disse cônjuges cristãos, porque somente o casal crente é que pode, pela força e orientação do Espírito Santo, viver uma vida sexual sem mácula diante de Deus.

Não devemos ter medo de falar sobre o sexo. A Bíblia, que é a Palavra viva de Deus, largamente discorre sobre o assunto. Quando Deus criou o homem e, mais tarde, observou que

"...não era bom que o homem estivesse só..." Gn. 2:18

Imediatamente Ele tomou providências para suprir a solidão do homem. Deus tirou uma das costelas de Adão e fez uma mulher que tivesse a capacidade de ajudar o seu companheiro, pois ela tinha os mesmos sentimentos e afeições do seu parceiro. Afinal, ela tinha saído das mais profundas entranhas daquele com quem devia devotar sua vida para sempre. Ao acordar do seu sono profundo, Adão exclamou assim:

"Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão fora tomada. Portanto deixará o homem seu a pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne" Gn. 2:23-24

Deus criou macho e fêmea, de acordo com o original hebraico (Gênesis 1:27). Deus não criou dois machos para que se envolvessem sexualmente, e muito menos criou duas fêmeas para este fim. Não devemos esquecer que o Senhor Deus jamais perdoará aqueles que desobedecem esse plano divino para a raça humana. A não ser que se arrependam de seus pecados hediondos. Mas se não houver um genuíno arrependimento, os tais sofrerão uma terrível condenação. Veja o que Deus diz em sua Palavra:

"Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação" Lv. 18:22

Deus ainda diz:

"Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos terão praticados abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles" Lv. 20:13

No livro de Romanos, no primeiro capítulo, podemos ver um retrato horrendo da situação do homem neste aspecto, Romanos 1:18-32. Os chamados gays e lésbicas vão se apresentar um dia diante de Deus para prestarem contas de seus atos abomináveis. Eis o que a Bíblia diz a respeito:

"...Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus. Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda a língua louvará a Deus. Assim pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" Rm. 14:11-12

"Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal" II Co. 5:10

No último capítulo da carta aos Hebreus, o escritor diz que o matrimônio (vida conjugal) deve ser honrado. O escritor fala do leito sem mácula. Creio que o autor se refere à certas aberrações sexuais que os pervertidos praticam. No mundo não cristão, o sexo é praticado nas mais diversas modalidades. É como disse Paulo em sua carta aos Romanos:

"...Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa de seu erro" Rm. 1:26-27

Quando uma pessoa aceita Jesus em seu coração, por mais dissoluta que tenha sido a sua vida no passado, experimentará uma mudança profunda em toda a área de sua personalidade.

"Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" II Co. 5:17

Deus promete perdão ao pior pecador do mundo e de todos os tempos, se, porém, esse pecador se arrepender de seus pecados e confiar no sacrifício expiatório de Jesus Cristo. I Tm. 1:15-16.

Ainda o escritor diz que Deus julgará os devassos e adúlteros. Sim, Deus não pode ignorar o pecado do homem. O pecador que não aceita o pagamento de seus pecados pelo precioso sangue de Cristo, será punido rigorosamente pela justiça divina. Jesus mesmo disse esta verdade:

"Quem crê Nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus" Jo. 3:18

Veja também João 3:36. Como crentes em Cristo, devemos evitar todo o tipo de imoralidade no casamento. O escritor diz que o matrimônio deve ser honrado (literalmente significa respeitado). O esposo deve respeitar a sua companheira em seus relacionamentos sexuais. Igualmente as esposas devem fazer o mesmo. Em relação a esse aspecto, a Bíblia é bem clara quando diz:

"Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso (esposa) em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus..." I Ts. 4:3-5

Creio que não se precisa de mais clareza. Paulo está dizendo que a vida sexual do casal crente deve ser pura. A passagem em foco dá a entender que até mesmo dentro do matrimônio, as paixões carnais pode dominar os cônjuges, se não tiverem o devido cuidado.

A VIDA SEXUAL DO CASAL CRENTE.

Primeiramente, o sexo é restrito ao relacionamento do casamento. Vivemos numa época em que tudo parece ser liberal. Em matéria de sexo, as coisas se complicam. O Diabo tem usado os diversos meios de comunicação para difundir o pecado sexual. É difícil viver hoje em dia fora da influência do sexo. Nos cartazes de paredes e muros; pelas propagandas, aparentemente ingênuas na televisão; nas ruas, onde as "mulheradas" usam roupas apelativas; e até mesmo, infelizmente, nas igrejas mais santas, o sexo é mostrado. Aquilo que foi criado para ser uma bênção se transformou numa maldição que tem levado milhões à perdição eterna.

Os moços são taxados de tolos por nunca terem tido relações sexuais. Coitados dos nossos irmãos jovens que lutam pela fidelidade da pureza cristã!!! Eu bem sei o que eles sofrem por parte dos incrédulos, pois até recentemente, antes do meu casamento, eu sofria as mais impiedosas críticas dos defensores do chamado sexo livre. O Diabo se tem servido de homens e mulheres para atacar as pessoas castas. O inimigo dá a entender que todos os que não cariam em prostituição e adultério, são ingênuos, insensatos e bobos. Eu sofri esse ataque quando era jovem. Sei que a tática do Satanás continua a mesma. O nosso adversário continua implacável em seus ataques. Mas os jovens, moços e moças, podem vencê-lo pelo poder da Palavra de Deus.

"Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a Tua Palavra" Sl. 119:9

"Escondi a Tua Palavra em meu coração, para não pecar contra Ti" Sl. 119:11

Com referência ao casal crente, a Bíblia tem lições preciosas em relação ao assunto. Paulo tinha que usar uma franqueza a respeito da questão, que não é encontrada em nenhuma outra parte das Escrituras. No capítulo sete de sua primeira carta aos Coríntios, o apóstolo diz, aos que sofrem tentação sexual, que a saída para não cair no pecado da prostituição ou do adultério é o casamento. Vamos ver então o que ele diz a respeito disso:

"Ora, quanto às coisas de que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher o seu próprio marido"
I Co. 7:1-2

É importante observar que Paulo recebeu carta por parte dos Coríntios, perguntando sobre a questão da vida sexual. Paulo, respondendo, disse que seria bom se o homem não fosse casado, porém, se for para viver em adultério e prostituição, seria muito melhor que casasse. Prova evidente que o sexo está restrito aos casados e não aos solteiros.

Antes de prosseguir, é bom considerar que Paulo não era contra o casamento quando diz:

"...bom seria que o homem não tocasse em mulher..." I Co. 7:1

As Escrituras Sagradas não pregam o celibato em nenhuma de suas porções, seja no Velho Testamento, seja no Novo Testamento. Muito menos o apóstolo Paulo seria a favor do celibato, isto é, que as pessoas não casassem. Paulo conhecia muito bem a passagem que diz:

"...Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora (esposa) que lhe seja idônea" Gn. 2:18

Paulo mesmo explica o porquê ele queria que o homem não tocasse em mulher. Vejamos a explicação:

"Acho, pois, que é bom, por causa da instante necessidade, que a pessoa fique como está" I Co. 7:26

O apóstolo está falando de um período difícil que o mundo daquela época estava vivendo. Era uma época extremamente difícil na vida dos casados. Talvez o mundo de então estaria passando por uma forte recessão. Sabemos que, de acordo com os registros bíblicos, o mundo, no tempo apostólico, sofreu uma grande fome, quando Cláudio foi Imperador de Roma (Atos 11:28). Conforme a história, essa fome foi tão severa que muitos acreditavam que era punição divina. Talvez, quando Paulo diz da instante necessidade, está se referindo a este tempo de fome que assolou o mundo. Sabemos que numa época de fome e de inflação, fica extremamente difícil para um esposo cuidar de sua família, principalmente se tiver muitos filhos. Paulo, pensando nisso, estaria querendo ajudar os não casados a evitarem sofrimentos futuros.

Às respostas, aos casais que vinham tendo dificuldades em seus relacionamentos sexuais, ele foi bastante enfático quando disse:

"A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não vos negueis um ao outro, senão de comum acordo por algum tempo, a fim de vos aplicardes à oração e depois ajuntardes outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência" I Co. 7: 4-5

Creio que a resposta dada pelo apóstolo, resolve muitos problemas que casais (principalmente os não convertidos), têm sofrido em seus relacionamentos conjugais.

CADA CÔNJUGE PERTENCE AO OUTRO.

No versículo quatro, Paulo explicitamente diz dos deveres sexuais de cada cônjuge. E essa verdade é declarada tão enfaticamente, que somos informados que nenhum dos dois cônjuges exerce direito sobre o seu próprio corpo, mas, antes, o corpo de cada qual pertence ao outro cônjuge. Em outras palavras, a mulher não pode negar o seu corpo ao seu marido, pois ele tem total direito de usá-lo para satisfazer suas necessidades sexuais. Igualmente, o marido não pode negar o seu corpo à esposa, pois ela também tem pleno direito de usá-lo para sua satisfação sexual. É uma questão de dívida, ou seja, o marido tem esse crédito da parte da mulher, e a mulher semelhantemente tem crédito da parte do marido. Ainda entendemos por esse versículo que o contrato matrimonial confere pleno direito de relação sexual. No versículo três, essa verdade é melhor demonstrada no ensino de Paulo.

"O marido pague à mulher o que lhe é devido, e do mesmo modo a mulher (pague} ao marido" I Co. 7:3

Já fiquei sabendo de vários casamentos que foram à deriva devido a falta de entendimento neste aspecto. Quando a esposa nega o seu corpo ao seu companheiro, ela está cometendo uma das maiores loucuras em relação ao seu casamento. Ela esquece que seu "maridinho" trabalha em algum escritório, fábrica, comércio ou seja lá onde for, rodeado de mulheres bonitas, que muitas vezes tem sido uma tentação para ele. Muitos maridos têm se conservado fiéis às suas esposas, não porque são de "ferro", mas porque tem encontrado na sua amada um companheirismo e afetividade tal, que dispensa qualquer tentação externa. A mulher pode resistir galanteios por parte dos homens "malandros"; porém, o marido, como homem, é mais vulnerável aos galanteios ou charmes de uma mulher "malandra". Mas, se o marido for fiel ao Senhor, e encontrar em sua esposa uma colaboração em sua vida sexual, é impossível cair nos braços de estranhas. Contudo, não esqueçamos que por outro lado, a mulher também tem os seus pontos fracos. Se o seu marido não cumpre o seu papel em relação ao sexo; tem tratado sua companheira com aspereza, e a tem considerada como um simples objeto de seus caprichos, a esposa pode também cair nos braços de algum homem que se apresenta como alguém que "solidariza" com a situação. De maneira que aprendemos nas Escrituras Sagradas que o casamento não é somente um "conto de fadas", mas cada qual dos cônjuges tem deveres morais, espirituais e físicos para com o outro.

OS PROBLEMAS RELACIONADOS AO SEXO.

Biológica e emocionalmente a mulher é diferente do homem, e consequentemente tem muitos problemas que o homem não tem. O corpo da mulher é diferente do corpo do homem. Em razão disso, o marido deve entendê-la quanto ao relacionamento sexual. Devido dos muitos problemas que a mulher sofre, em razão da complexidade de seu corpo, muitas vezes ela não encontra ânimo para ter um relacionamento sexual com seu marido. Sim, ela tem seus momentos críticos em relação ao seu corpo e emoções. O marido deve entendê-la e ser solidário com ela neste aspecto. Numa ocasião desta, o marido nunca deve forçá-la. Ele deve compreender que não é "pirraça" de sua esposa. A Bíblia diz que o esposo deve viver com sua esposa com entendimento, pois ela é fraca em muitos pontos. Vamos ler sobre isso na primeira carta de Pedro:

"Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra (respeito ou dignidade) à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações" I Pe. 3:7

O que fazer quando surgirem as dificuldades sexuais? Será que deve "declarar guerra" um ao outro? Não, Paulo diz que o casal deve entrar em acordo e abster-se do sexo por algum tempo, para orar a Deus (até que o problema desapareça) e, então se ajuntarem (em ato sexual) para não cair na armadinha de Satanás. I Co. 7:5. Eu entendo por meio desta passagem que muitos atritos conjugais seriam facilmente resolvidos se o casal crente buscar ajuda do Criador. Por outro lado, já presenciei muitos casamentos que estavam à beira do desastre devido ao marido não compreender sua esposa.

Portanto, é até compreensível a abstinência sexual dos cônjuges, quando alguns problemas surgem e impedem um envolvimento satisfatório, Quando isso acontece, nada melhor do que um diálogo entre o casal e a oração a Deus, pedindo ajuda para solução do problema.

Mas a esposa não deve cair em erros de apresentar problemas ao esposo, quando realmente não os têm, só como mero pretexto para não servi-lo. Pois, além de estar pecando contra o marido, também está pecando contra Deus.

Deve haver cooperação mútua entre ambos. Ou seja, o marido deve compreender sua esposa, mas também, a esposa tem por obrigação compreender seu marido. Deve haver reciprocidade entre ambos.

Eis aqui mais um conselho da Bíblia:

"Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor" Ef. 5:22
"Vós, maridos, amai a vossas esposas, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" Ef. 5:25

Se a ordem acima for obedecida à risca, o casamento pode ser um sucesso na vida dos cônjuges.

A Unidade Entre o Casal

Muitos casais cristãos estão vivendo hoje fora daquilo que Deus idealizou. Brigas constantes, desrespeito mútuo e distância entre o casal, são vistos em muitos lares. E além da infelicidade que isto produz em seus corações, ainda há a questão do mal testemunho dado. Penso que este é um assunto que merece nossa atenção, pois o princípio de viver em unidade é algo que não apenas produzirá maior realização emocional no relacionamento, como também liberará sobre o casal as bênçãos de Deus.

COMPREENDENDO A UNIDADE

É importante que consigamos visualizar o que a unidade do casal pode produzir em suas vidas, e então seremos desafiados a preservá-la. Também entenderemos porque o diabo, o adversário de nossas almas, luta tanto contra ela. Jesus nos ensinou que a unidade e concordância permite Deus agir em nossas vidas:

"Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Mt. 18:19,20

Por outro lado, a falta de unidade impede Deus de agir. A palavra de Deus nos mostra de modo bem claro que quando o marido "briga" com sua mulher, algo acontece também na dimensão espiritual:

"Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações".
I Pe. 3:7

Ao deixar de honrar a mulher como vaso mais frágil e maltratá-la (ainda que só verbalmente), o marido está trazendo um sério problema sobre a vida espiritual do casal. A Bíblia diz que as orações serão impedidas. É lógico que isto também vale para a mulher, embora quem mais facilmente tropece nisto sejam os homens. O texto bíblico revela que depois de desonrar a mulher na condição de vaso mais frágil (com asperezas), o homem, mesmo que clame ao Senhor, terá sua oração impedida, pois um princípio foi violado.

Deus não age em um ambiente de desarmonia e discordância. Isto é um fato. Quando tentaram construir a torre de Babel, as Escrituras dizem que Deus desceu para ver o que os homens faziam. E Deus mesmo, ao vê-los trabalhando em harmonia e concordância de propósito declarou: "Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro." (Gn.11:6,7). O que vemos aqui é que a unidade remove limites. Quando o casal se torna um e fala uma só língua (sem discordância) eles removem os limites diante de si! Deus pode agir livremente num ambiente destes, mas basta perder a capacidade de falar a mesma língua que tudo se perde! No reino de Deus, quando dois se unem, o efeito não é de soma, mas de multiplicação. Moisés cantou acerca do exército de Israel: um deles faria fugir a mil de seus inimigos, mas dois deles faria fugir dez mil! (Dt.32:30).

A unidade ainda traz consigo outras virtudes. Podemos ver isto numa das figuras bíblicas do Tabernáculo. O propiciatório da arca da aliança figura este princípio. O Senhor disse que ali Ele viria para falar com Moisés. O propiciatório (ou tampa da arca) era o lugar onde a glória e a presença de divina se manifestava. E nas instruções para a confecção desta peça, vemos o simbolismo da unidade. Deus disse que os dois querubins deveriam ser uma só peça de ouro batido; com isto falava simbolicamente de unidade entre seus adoradores (Ex.25:17-19). Os querubins deviam estar com as asas estendidas um para o outro (Ex.25:20), o que fala de cobertura recíproca. A falta de unidade nos leva a agir com o espírito de Caim que disse ao Senhor: "Acaso sou eu guardador de meu irmão?" (Gn.4:9). Mas quando estamos em unidade com alguém, cobrimos e protegemos esta pessoa! Esta é uma virtude que acompanha a unidade.

A outra, é a transparência. Os querubins deveriam estar um de frente para o outro (Ex.25:20). Isto fala alegoricamente de poder encarar outro adorador "olho no olho". Fala de não ter nada escondido, de não ter pendências. Ninguém consegue olhar (espontaneamente) no olho de outra pessoa quando as coisas não estão bem. Quando Jacó fala para sua família que as coisas já não estavam bem entre ele e Labão, seu sogro, a expressão que ele usa é: "vejo que o semblante de vosso pai já não é mais o mesmo para comigo" (Gn.31:5). Jesus disse que os olhos são a candeia do corpo. Eles refletem o que está dentro de nós. E a unidade é a capacidade de olhar olho no olho e estar bem. Particularmente, eu não posso concordar com casais que escondem coisas um do outro, seja no que diz respeito à sua vida passada (erros e pecados) ou presente (como nas questões financeiras, por exemplo).

Acredito que a unidade verdadeira exige que haja remoção ou acerto de "pendências" (Pv.28:13).

Ás vezes fingimos um comportamento só para agradar (ou não desagradar) ao outro, o que diverge do ensino bíblico. Este teatro não produzirá unidade verdadeira. Temos que aprender a ser francos, como está escrito: "Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto" (Pv.27:5). Paulo censurou este tipo de comportamento dúbio quando escreveu aos gálatas. Ele falou sobre como o apóstolo Pedro em certa ocasião agiu assim para ser "diplomático" e que esta atitude conseguiu atrair até mesmo o prórprio Barnabé, companheiro de Paulo, e ele os censurou publicamente (Gl.2:11-14). Contudo, quero ressaltar que ser franco não significa ser grosseiro, pois a Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor. O conselho dado a Timóteo na hora de corrigir os que opunham, foi o de usar de mansidão (II Tm.2:25). A unidade manifesta a verdade (dolorosa às vezes) de forma bem mansa.

O PRINCÍPIO DO ACORDO

A Bíblia nos ensina também que o acordo é indispensável num relacionamento:

"Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" Am. 3:3

A ausência de acordo é uma porta aberta para o diabo. Quando Paulo escreveu aos efésios e falou sobre não dar lugar ao diabo, o fez dentro de um contexto, que é o de pecados que acontecem nos relacionamentos:

"Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo." Ef. 4:26,27

Tiago escreveu sobre o mesmo princípio. Ele disse:

"Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de cousas ruins." Tg. 3:16

Já mencionamos anteriormente que o acordo é uma porta aberta para ação de Deus (Mt.18:19). Mas quando chegamos ao ponto de dissipa-lo de nosso relacionamento, estamos comprometendo não só a qualidade da satisfação na esfera emocional, mas também a esfera espiritual de nosso lar. Não é fácil ajustar-se satisfatoriamente na relação conjugal. As diferenças são muitas; na formação de cada um, na personalidade, temperamento, e acrescente a isto as diferenças entre homem e mulher. Contudo, quando aprendemos a ter como denominador comum o caráter e os ensinos de Cristo, então conseguimos o ajuste por meio de ceder, perdoar, recomeçar, etc. Mesmo um casal que parecia perfeitamente ajustado em seu período de namoro e noivado descobrirá a necessidade de mais ajustes à medida que os anos de casamento vão passando. Não é uma tarefa tão fácil, mas não é impossível! Se não estivesse ao nosso alcance, Deus estaria sendo injusto ao cobrar isto de nós... mas o fato é que não só é algo possível, como também é uma chave poderosa na vida cristã!

O CASAL DEVE DECIDIR JUNTO

Há uma ordem de governo e autoridade estabelecida por Deus no lar. O marido é chamado o cabeça (Ef.5:22-24), e entendemos que como tal tem direito à palavra final. Porém, isto não quer dizer que o homem esteja sempre certo ou que não deva ouvir sua mulher. Encontramos no Velho Testamento uma ocasião em que o próprio Senhor diz a Abraão, seu servo: "Ouve Sara, tua mulher, em tudo o que ela te disser" (Gn.21:12). No Novo Testamento vemos Pôncio Pilatos desprezando o conselho de sua mulher e se dando mal com isto (Mt.27:19).

Precisamos considerar ainda que ser líder não significa ser autoritário. Quando o apóstolo Pedro escreveu aos presbíteros (que compõem o governo da Igreja Local), disse em sua epístola que eles não deveriam ser "dominadores do povo" (I Pe.5:3). Isto mostra que autoridade e autoritarismo são duas coisas distintas. Vejo muitos maridos dizerem que suas esposas TÊM que obedecê-los! Mas ao dizer que as esposas devem ser submissas, Deus não estava instituindo o autoritarismo no lar. Vale ainda lembrar que Jesus declarou que "aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido" (Lc.12:48). Os homens precisam se lembrar de que em matéria de responsabilidade do lar, terão que responder a Deus numa medida maior que as mulheres. Mas não é preciso que o homem carregue o peso desta responsabilidade sozinho.

É importante que o casal dialogue e tome decisões juntos. Desde que casamos, minha esposa e eu sabemos quem é o cabeça do lar, mas foram muitas raras as vezes em que tomei uma decisão por mim mesmo. Sempre conversamos e discutimos sobre nossas decisões. As vezes já estamos de acordo no início da conversa, e às vezes precisamos de muita conversa para amadurecer bem o que estamos discutindo. Mas sabemos a bênção de caminhar em acordo e cultivamos isto entre nós. Entendo que se a mulher é chamada de "auxiliadora" na Bíblia, é porque o homem precisa de sua ajuda. E a ajuda da mulher não está limitada à atividades domésticas. A Bíblia fala com esta figura, que deve haver uma relação de companheirismo. Creio que como auxiliadora, a mulher deve ajudar a tomar decisões.

Este é um processo que exige ajuste. Na hora de discutir alguma decisão, ou mesmo a forma de ser e se comportar de cada cônjuge, vemos o quanto é difícil ouvir ao outro. Mas devemos atentar para o ensino bíblico sobre isto: "Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha" (Pv.18:13). Tiago nos adverte o seguinte:

"Sabeis estas cousas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar". Tiago 1:19.

A verdade é que normalmente somos prontos para falar e irar-se um contra o outro, mas tardios para dar ouvidos ao que o outro tem a dizer. E isto precisa ser mudado em nós! Para que haja acordo, precisamos aprender a ouvir.

TRATANDO COM DESENTENDIMENTOS

Os desentendimentos ocorrem, mesmo entre os crentes mais dedicados, mas devem ser tratados logo. Lemos que alguém pode se irar e não pecar, pois é uma reação emocional espontânea. Mas o que cada um faz com o sentimento que teve pode se tornar pecado. Paulo aconselhou os irmãos de Éfeso a que não deixassem o sol se pôr sobre sua ira (Ef.4:26,27). Em outras palavras, que deveria haver acerto, perdão, e que nenhuma pendência ficasse para trás. Precisamos aprender a tratar com os desentendimentos no lar. Preservar a unidade não significa nunca se desentender, mas saber dar a manutenção devida no relacionamento quando isto ocorrer.

O tempo não apaga as ofensas. Deve haver reconciliação. Jesus ensinou isto:

"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta" Mateus 5:23,24

Alguns acham que depois de um desentendimento é só deixar "para lá". Mas a Bíblia nos ensina o princípio de reconciliação de maneira bem formal. Deve haver pedido de desculpas, de perdão. Deve se conversar sobre o que aconteceu (o quê machucou o íntimo de cada um e porquê machucou). E não podemos perder de vista que devemos lutar para viver sem brigas, e não só reconciliar quando elas ocorrem (Ef.4:31).

Acredito, ainda, que atenção especial deve ser dada à forma de falar. Talvez esta seja uma das áreas que mais sensíveis sejam nos desentendimentos que surgem no relacionamento, uma vez que a "comunicação" no lar não é só o que um fala, mas também a forma que o outro entende! As conversas não devem ser exaltadas ou em tom de briga. E quando um dos cônjuges se perde numa explosão emocional, é importante notar que a Bíblia não nos ensina a "jogar o mesmo jogo". O que lemos nas Escrituras é justamente o contrário:

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" Pv. 15:1

"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um". Cl. 4:6

Os maridos devem ter cuidado redobrado, pois por natureza são mais racionais do que emocionais e suas palavras tendem a ser mais duras e grosseiras. Por isto a Bíblia nos adverte:

"Maridos, amai a vossas esposas, e não as trateis com aspereza" Cl. 3:19

"Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações".
I Pedro 3:7

Embora seja verdadeiro e aplicável aqui o ditado de que "é melhor prevenir do que remediar", precisamos reconhecer que muitas vezes falhamos permitindo desentendimentos que poderiam facilmente ser evitados. Neste caso, devemos aprender a consertar e tratar com estas situações. Mas não podemos esquecer também que mesmo havendo perdão e reconciliação depois do erro, quando ele se repete muito vai gerando desgaste e descrédito, e isto exige uma dimensão de restauração maior depois.

As intrigas no lar roubam o prazer de outras conquistas, como escreveu Salomão, pela inspiração do Espírito Santo:

"Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado e com ele o ódio". Pv. 15:17

"Melhor é um bocado seco, e tranqüilidade, do que a casa farta de carnes, e contenda". Pv. 17:1

"Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa". Pv. 21:9

Há casais que alcançaram tudo o que queriam financeiramente, mas não conseguem viver bem juntos. Eles, melhor do que ninguém, podem afirmar quão verdadeiras são estas declarações bíblicas. Não adianta ter outras realizações e deixar o relacionamento conjugal se perder. Como alguém declarou: "Nenhum sucesso compensa o fracasso do lar". Precisamos aprender a cultivar a unidade em nosso relacionamento. E isto acontece quando aprendemos a lidar de forma simples e prática nas questões do dia-a-dia.

Que o Senhor nos ajude!

A Arte de Ser Pai


No dia das mães aprendemos da Palavra de Deus que !não bastava ser mãe, era preciso ser uma mãe segundo a Bíblia?, e hoje, com semelhante tema, aprenderemos da palavra de Deus que não basta ser pai, é preciso ser um pai segundo a Palavra do Senhor.

I. A Primeira coisa que um pai deve fazer é compreender e aceitar a alta posição que Deus lhe deu.

A. A natureza humana está à procura de coisas grandes, e grandes realizações. As posições mais elevadas são as mais cobiçadas:

1. Querem ter um grande nome e uma boa fortuna;

2. Querem ser respeitados pelos seus talentos ou posses;

B. Deve o homem compreender que ser um pai segundo Deus é a posição mais honrosa que ele pode chegar;

C. Deve o homem querer e aceitar com alegria que será ou é pai de família.

Abraão queria ser pai; Gn 15:2; Abraão ficou extremamente feliz quando Deus lhe disse:

Serás pai..." 17:4; e !Então Abraão caiu sobre o seu rosto e riu-se? v. 17;

D. É triste quando nos deparamos com qualquer destas duas situações:

1. Primeiro: O pai que não compreendeu sua posição diante de Deus;

2. Segundo: O pai que não aceita ser pai;

Como Davi, que queria cobrir sua culpa com a capa do engano;

II. De acordo com a Bíblia o Pai é o líder da família: 1Co 11:3;

Quero que saibais que Cristo é o cabeça de todo o homem, e o homem o cabeça da mulher.

A. Como líder lhe compete: chefiar, orientar e guiar sua família;

B. Como líder ele vai escolher que rumo a sua família tomará:

C. Como líder deve entender que suas decisões afetam toda a família:

Abraão por descuido chegou a liderar sua família para o Egito, e com essa atitude, quase perdeu sua esposa;

Já em outro episódio, sabiamente ele guiou sua família para longe dos pecados de Sodoma e Gomorra, ao contrário de seu sobrinho, vindo este perder os seus;

D. Como líder ele deve entender que será seguido:

O filho faz tudo que vê o pai fazer..."

III. O pai segundo Deus é primeiro !um marido segundo Deus. Gn 2:24;

A. Infelizmente esse valor tem sido invertido;

B. Deus ensina que a esposa é uma só carne, e que os filhos devem deixar seu pai e sua mãe. Sem aprender essa lição nenhum pai será um bom pai;

C. Portanto, o pai que menospreza à mãe quanto aos filhos, ou centraliza os filhos como únicos objetos de valor, não é um chefe segundo Deus;

D. Porque centralizar filhos antes da esposa é errado.

1. Cria neles uma falsa sensação de poder (ele comandam a família);

2. Faz com que o bem estar da criança esteja acima de sua santidade;

E. A necessidade básica de um filho é saber que ela pertence a um mundo são e seguro, e só um matrimônio forte é capaz de criar tal sensação;

IV. Na Arte de ser pai, o que mais conta é O EXEMPLO.

As palavras voam, a escrita fica, e o exemplo arrasta. Tt 2:7

Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade..."

A. Eis uma constante: As histórias se repetem dentro da família

B. O pai Abraão produziu um filho que fazia tudo o que ele fez:

1. As coisas certas foram copiadas:

a) Como adorar ao Senhor; 12:8; e 26:25;

b) Orar ao Senhor; 18:22 c/ 24:63; 25:21;

c) Amar a paz; 13:8; c/ 26:15 ss.

d) Não ser ganancioso; 14:21-24 c/ idem.

2. Mas as coisas erradas também foram copiadas:

Como por exemplo, ir para o Egito e quase perder a família;

C. Há algo no coração dos filhos que o pai precisa conquistar:

O amor, a confiança e o respeito de seus filhos;

D. A influência de suas ações:

1. Fazer com que os filhos percebam que ele tem o temor do Senhor: (respeito pelas autoridades, pela igreja, pela Bíblia);

Criai-os na disciplina e instrução do Senhor. Ef 6:4;

2. Gastar tempo com seu filho;

3. Verbalizando seus compromissos, a ponto dos filhos perceberem que o que o pai disse ele cumprirá no Senhor;

4. Demonstração de amor e carinho pela esposa. Isso tira o medo e o temor que os filhos tendem a ter dos pais;

5. Respeitar o mundo particular de seus filhos (principalmente quando jovens). Isso faz o filho convidar o pai a seu mundo particular;

6. Dar a liberdade de fracassar;

7. Ser o encorajador da família;

8. Rotineiramente abraça-los e beijá-los, como fez o pai do pródigo e todos os bons pais da Bíblia;

V. Os dois Extremos da Paternidade:

A. A Paternidade autoritária:

1. O pai autoritário gosta de mandar, mas não gosta de cumprir o que ele mesmo ordena;

2. As ameaças acabam fazendo a criança obedecer, mais um dia ela sonha em se libertar;

B. A paternidade permissiva:

1. É a suspensão das regras ou o relaxamento delas;

2. O objetivo é a felicidade da criança e não a sua santidade;

3. Entre os males de um pai permissivo está a omissão da disciplina: I Re 1:6;

4. Esse tipo de paternidade produziu uma sociedade como a nossa:

Visto como se não executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal. (Ec 8:11).

C. O Pai deve evitar os extremos da seguinte forma:

1. Disciplinando coma vara;

2. Treinando-os na Palavra;

3. Dando instruções quando eles tiverem que agir por si mesmos;

4. Esperar a amizade na fase adulta;

VI. O bom pai busca sempre o que é espiritualmente melhor para o seu filho:

A. Treiná-lo em obedecer a ordem de Deus;

Abraão no sacrifício de Isaque;

B. Buscar o que é melhor para sua vida:

Como Abraão deu ordens específicas a seu servo quanto a busca de uma esposa à Isaque;

C. Prever brigas e discussões buscando evitar todas elas:

A forma que Abraão repartiu seus bens entre seus filhos; (Gn 25:5-6);

VII. A Coisa mais difícil para um pai: !Reconhecer que está errado?

Davi, por exemplo, ficou cinco anos sem conversar com seu filho; 2Sm 14:28; Escondia seus erros atrás do autoritarismo. Fez isso com praticamente todos os seus filhos; Na verdade, a família foi o calcanhar de Aquiles de Davi

VIII. Agora uma palavra aos filhos: (ver Pv 30:1) Há uma geração que amaldiçoa a seu pai?
A. Obediência:
B. Sujeição;
C. Honra;

Cuidando das Nossas Crianças

Cuidar de filhos no mundo moderno não é uma tarefa fácil. Ao contrário de poucas décadas atrás, as opções de "desencaminhamento" hoje são infinitas: games extremamente violentos, salas de bate-papo, TV a cabo, novas modalidades de drogas, programas de televisão que privilegiam a homossexualidade, a rebeldia e o espiritismo. Devemos admitir que esta invasão era impensada a 30 anos atrás, quando o jogo mais violento do Atari era Riveraid, a TV ainda mostrava programas infantis completamente ingênuos e droga no imaginário infantil era algo que se dizia quando se errava uma questão na prova de matemática. Os tempos mudaram. Os traficantes hoje "atendem" os "clientes" dentro das escolas. O que fazer? O que diz a Bíblia? É óbvio que o Todo-Poderoso não nos deixaria sem respostas para uma questão tão crucial, afinal, quem mais entende de criar filhos do que Ele?

PEQUENO MANUAL BÍBLICO PARA CRIAÇÃO DE FILHOS

1. Não espere sua criança crescer para lhe ensinar o que certo ou errado. Esse é um dos erros mais comuns cometidos atualmente. Muitos pais dão toda liberdade possível para seus filhos em fase de crescimento com medo de contrariá-los e, de repente, causar-lhes alguma espécie de trauma. Esquecem que a educação principal é exatamente a base que se recebe em casa, e não na escola. A primeira orientação vem de Pv. 22.6.

2. Não deixe seu filho desenvolver uma linguagem vergonhosa. Isso é mais comum do que parece. Há pais que inclusive incentivam seus filhos, principalmente meninos, a fazerem uso de palavras de baixo calão, e ainda acham graça disso, como se isso fosse sinal de inteligência e personalidade. Leia Cl. 3.8.

3. Não permita que seus filhos vejam Deus como "mais uma preocupação?. Essa herança deveríamos receber dos judeus. Deus é o assunto mais sério que existe no universo. Ensine isso a seus filhos. Desenvolva nele reverência e temor pelo Criador do Universo. Você não vai se arrepender. Veja Dt. 6.4-7.

4. Não encubra erros. Definitivamente essa tem sido a causa de muitas prisões e condenações em nossos dias. As crianças que são acostumadas a terem seus erros encobertos perdem a noção do que é certo ou errado logo cedo. Em pouco tempo não vai ter problemas em cometer delitos. A Bíblia é clara nesse sentido: Pv. 29.15.

5. Não abuse de sua autoridade. Há pais que se valem de sua posição para, gratuitamente, perturbar ou humilhar seus filhos. Deus não aprova essa atitude. Ef. 6.4.

6. Fale de Deus e de suas maravilhas. Observe o que diz o salmista: "Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez." Sl. 78.4. Não prive sua família dos maravilhosos feitos de Deus. É importante que todos tenham conhecimento de suas obras, de sua glória, majestade e vontade.

7. Cuide de seus frutos. Filhos são bênçãos do Senhor. Mas estão sob sua responsabilidade. É como se fossem seus frutos. Corrigi-los não quer dizer maltratá-los, pelo contrário, quer dizer amá-los Hb. 12.6-8, por isso não devemos abrir mão dessas responsabilidades e delegá-la a outros (professores, babás, etc.). Deus entregou bênçãos em nossas mãos, e é nosso dever cuidar delas com todo o empenho. E isso envolve disciplina Pv. 13.24; 19.18; 23.13

Missionário Neto Curvina, pai de dois filhos, João Daniel e Micael, com mais de dez anos de experiência em salas de aula do Ensino Fundamental e Médio, convivendo diariamente com crianças das mais variadas idades, testemunha ocular da falta que faz a presença de Deus nas vidas de muitas famílias.

O Propósito de Deus para a Família


"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmo 127:1).

Deus nos criou e designou o casamento e a família como a mais fundamental das relações humanas. Em nosso mundo de hoje em dia, vemos famílias atormentadas pelo conflito e arrasadas pela negligência e o abuso. O divórcio tornou-se uma palavra comum, significando miséria e dureza para os múltiplos milhões de suas vítimas. Muitos homens jamais aprenderam a ser esposos e pais devotados. Muitas mulheres estão fugindo de seus papéis dados por Deus. Pais que não têm nenhuma idéia de como preparar seus filhos estão assim perturbados pelo conflito com seus rebentos rebeldes. Outros simplesmente abandonam seu dever, deixando filhos sem qualquer preparação ou provisão.

Para muitas pessoas, hoje em dia, a frase familiar e confortadora "Lar, Doce Lar" não é mais do que uma ilusão vazia. Não há nada doce ou seguro num lar onde há o abuso, a traição e o abandono.

Haver uma solução? Poderemos evitar tais tragédias em nossas famílias? Poderão os casais jovens manter o brilho do amor e do otimismo décadas depois de fazerem os votos no casamento? Haverá esperança de recuperação dos terríveis erros do passado?

A resposta para todas estas perguntas é SIM! As soluções raramente são fáceis. A construção de lares sólidos não acontece por pura sorte. Somente pelo retorno ao padrão de Deus para nossas famílias poderemos começar a entender as grandes bênçãos que ele preparou para nós em lares construídos sobre a rocha sólida da sua palavra. Consideremos brevemente alguns princípios básicos ensinados na Bíblia sobre a família.

O Propósito Básico de Deus para a Família

Quando temos dificuldade com a geladeira, entendemos que o fabricante, que escreveu o manual do usário, sabe mais sobre o aparelho do que nós. Lemos o manual para resolver o problema. Quando vemos tantos problemas nas famílias de hoje, só faz sentido que nosso Criador, que escreveu o "manual do usuário", sabe mais a respeito da família do que nós. Precisamos ler o manual para achar como construir e manter bons lares. Encontramos estas instruções na Bíblia. Ela nos guia em cada aspecto do serviço a ele, incluindo a realização de nossos papéis na família.

Casamento

A família começa com o casamento. Quando Deus criou Adáo e Eva, ele revelou seu plano básico para o casamento: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24). Este plano é claro. Um homem ligado a uma mulher. Milhares de anos mais tarde, Jesus afirmou que este ainda é o plano de Deus. Ele citou este versículo e acrescentou: "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Este casamento é uma relação para toda a vida. Somente a morte deve cortar este laço (Romanos 7:1-3).

Deus aprovou as relações sexuais somente dentro do casamento. Não há nada de mal ou impuro sobre as relações sexuais dentro de um casamento aprovado por Deus (Hebreus 13:4). Esposos e esposas têm a responsabilidade de satisfazer os desejos sexuais (dados por Deus) aos seus companheiros (1 Coríntios 7:1-5).

Todas as outras relações sexuais são sempre e absolutamente erradas. Relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são absolutamente proibidas por Deus (Romanos 1:24-27; 1 Coríntios 6:9-11). Deus não criou Adão e João. Ele fez uma mulher, Eva, como uma parceira apropriada para Adão. As relações sexuais antes do casamento, mesmo entre pessoas que pretendem se casar, são condenadas por Deus (1 Coríntios 7:1-2, 8-9; Gálatas 5:19). As relações sexuais extra-conjugais são também claramente proibidas (Hebreus 13:4).

Filhos

Casais assim unidos diante de Deus pelo casamento gozam o privilégio de terem filhos. Deus ordenou a Adão e Eva e aos filhos de Noé que tivessem filhos (Gênesis 1:28; 9:1). Ainda que nem todas as pessoas tenham que se casar, e que nem todas terão filhos, é ainda o plano básico de Deus que os filhos nasçam dentro de famílias, completas com pai e mãe (1 Timóteo 5:14). Em lugar nenhum da Bíblia encontramos autorização para uma mulher ter relações sexuais para conceber um filho, antes ou sem casamento. A paternidade solteira, que está se tornando moda em nossa sociedade moderna é um afastamento do plano de Deus que terá sérias conseqüências para as gerações vindouras.

Papéis Dados por Deus Dentro da Família

Dentro desta estrutura do propósito Divino, consideremos os papéis que Deus atribuiu aos homens, mulheres e filhos.

Homens: Esposos e Pais

A responsabilidade dos esposos é bem resumida em Efésios 5:25: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela". O esposo tem que colocar as necessidades de sua esposa acima das suas próprias, mostrando devoção desprendida aos melhores interesses da "parte mais frágil" que necessita da sua proteção. Ele tem que trabalhar honestamente para prover as necessidades da família (2 Tessalonicenses 3:10-11; 1 Timóteo 5:8).

Os pais são especialmente instruídos por Deus para preparar seus filhos na instrução e na disciplina do Senhor (Efésios 6:4). Este é um trabalho sério e, às vezes, difícil, mas com resultados eternos! Os espíritos de seus filhos existirão eternamente, ou na presença de Deus ou separados dele. A maior meta de um pai para seus filhos deveria sempre ser a salvação eterna deles.

Mulheres: Esposas e Mães

Uma esposa tem um papel muito desafiador no plano de Deus. Ela tem que complementar seu esposo como uma auxiliar submissa, que partilha com ele as experiências da vida. As pressões da sociedade moderna para rejeitar a autoridade masculina não obstante, a mulher devota aceita seu papel como aquela que é cuidadosamente submissa ao seu esposo (Efésios 5:22-24; 1 Pedro 3:1-2). As mulheres de hoje em dia que rejeitam este papel dado por Deus estão na realidade difamando a palavra dele (Tito 2:5).

Deus instrui as mulheres para mostrarem terna afeição aos seus esposos e filhos, e a serem honestas e fiéis donas de casa (Tito 2:4-5). Apesar dos esforços de algumas pessoas para desvalorizar o papel das mulheres que são dedicadas a suas famílias, Deus tem em alta estima a mulher que é uma boa dona de casa e uma amorosa esposa e mãe. Tais mulheres devotas são também dignas de respeito e apreciação de seus esposos e filhos (Provérbios 31:11-12,28).

Filhos: Seguidores Obedientes

Deus também definiu o papel dos filhos. Paulo revelou em Efésios 6:1-2 que os filhos deverão:

1. Obedecer a seus pais. Deus colocou os pais nesta posição de autoridade e os filhos têm que respeitá-los. Muitas pessoas consideram a rebeldia de uma criança como uma parte comum e esperada do "crescimento", mas Deus coloca-a na lista com outros terríveis pecados contra ele (2 Timóteo 3:2-5).

2. Honrar seus pais. Os pais que sustentam, instruem e preparam seus filhos devem ser honrados. Jesus mostrou que esta honra inclui prover as necessidades dos pais idosos (Mateus 15:3-6).

Lares Piedosos Nestes Dias?

É, freqüentemente, muito difícil corrigir anos ou mesmo gerações de erros. Mas está claro que o único modo pelo qual podemos esperar ter boas famílias construídas nos princípios divinos é voltar ao plano que Deus tem revelado. Temos que estudar a Bíblia, aprender estes princípios, aplicá-los em nossas vidas, e ensiná-los aos nossos filhos e aos outros. Lembre-se, os benefícios serão eternos!

Você está construindo seu lar sobre a fundação da palavra de Deus?

A Mãe do Tipo de Deus


A mãe aprovada por Deus é uma mulher que teme ao Senhor.

Uma boa mãe não é obra do acaso. Mãe é uma peça de um grande conjunto de virtudes que deve ter uma mulher que teme ao Senhor. Uma coisa é ser mãe, outra, bem diferente, é ser uma mãe do "tipo de Deus".

E por quê dizemos isso? Porque nenhuma mãe é apenas "mãe". Ela não tem apenas a função de "dar a luz". Antes de ser mãe ela é uma mulher, e, como toda mulher, ser mãe é uma função entre muitas outras que Deus lhe tem designado. Ao lermos a Bíblia em Provérbios 31:30 descobrimos que:

"A mulher que teme ao Senhor essa será louvada"

Não diz, a mãe que teme ao Senhor, mas, a mulher que teme ao Senhor. Essa questão é relevante para nos instruir mais sobre o pensamento de Deus da mãe que ele espera que toda mulher seja.

I. A Mãe do tipo de Deus faz parte de um conjunto de uma mulher que teme ao Senhor: Tt. 2:3-5;

A. Ela não tem apenas uma ou algumas qualidades: "ninguém será apenas uma boa mãe e será louvada por Deus"

Exemplo: Um funcionário não será bom funcionário só porque não chega atrasado; ver se ele é dedicado; ver se ele não fica brigando com os companheiros; ver se ele tem o espírito de companheirismo.

B. Ela é completa na "descrição divina":

1. Ela ama seu marido: respeita e sabe agir com submissão. Pv. 31:11-12

"O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida."

2. Ela ama os seus filhos: "Esse amor é do tipo de Deus, e veremos com mais atenção"

3. É uma mulher "prudente": Pv. 14:1

"Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derriba-a com as suas mãos."

a) Sabe agir com discernimento, cuidando do que é melhor para todos;
b) Ela pensa no marido, depois nos filhos, e, por fim, pensa nela;
c) O péssimo exemplo de Rebeca: Pensava apenas em um filho!

4. É uma mulher casta: Verso de Nabuco de Araújo: "A mulher não deveria esquecer nunca que o marido depositou em suas mãos a honra do seu nome e o futuro de seus filhos"

5. É uma boa dona de casa;

a) Não tem desculpa nem deixam de ser aquelas que trabalham fora;
b) Dona de casa é a expressão correta para uma mulher que sabe que tem uma casa para cuidar;
c) Nem as próprias mulheres perdoam uma companheira que age como uma bonequinha de porcelana e faz do marido um capacho;

C. Tiremos umas dessas virtudes e não encontraremos a mulher que teme ao Senhor;

II. Esse conjunto não se forma por acaso, firma-se a partir do conhecimento que uma mulher tem da vontade de Deus:

A. Que pode passar da mulher mais velha para ela que é mais nova;

B. Que vem da leitura pessoal das escrituras;

C. Muitas mulheres não tiveram o privilégio de ter uma mãe para ensinar esses princípios importantíssimos;

III. A Mãe do Tipo de Deus compreende a altura e o valor da posição que Deus lhe deu: Lc. 1:30-31;

"Não temas, darás a luz a um filho"

A. Ninguém dará importância a uma coisa se primeiro não entender o seu valor: Exemplo da criança com uma nota de cem dólares;

B. Se a mãe não compreender a altura elevada de sua posição, não poderá dar o valor necessário que este ofício requer;

C. Nada pode ter tanto valor aos olhos de Deus do que uma mulher que teme ao Senhor:

IV. A compreensão de sua alta posição levou Maria, a mãe de Jesus, a "aceitar" incondicionalmente a sua tarefa:

"Eis aqui a serva do Senhor" Lc. 1:38;

A. Existe muita diferença em aceitar alguma coisa e recebê-la:

B. Esta verdade pode ser evidenciada na vida de muitas mulheres:

1. Há muitas mães que tem recebido a bênção de ser mãe:

2. Isto não quer dizer que aceitam o ofício:

a) Como foi uma gravidez inesperada acabam rejeitando elevada posição;
b) Como não queriam ser mãe desprezam seus filhos;
c) Enfim, receberam mas não aceitaram;

C. Nenhuma mulher será uma boa mãe se não aceitar a honra desta tarefa maravilhosa como uma oportunidade maravilhosa de "servir a Deus"

D. Ela deve dizer ao Senhor: "Eis aqui a tua serva, seja feito em mim segundo a Tua Palavra"

E. Maria aceitou prontamente a oportunidade dada por Deus:

1. Aceitou verbalmente;

2. Aceitou espiritualmente numa oração cheia de fé: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus"

a) Glorificando a Deus pela bênção recebida;
b) Alegrando-se em poder desempenhar tão grande tarefa;

V. Em nossa sociedade será cada vez mais difícil que as mulheres aceitem este papel (ou bênção) tão importante que é ser mãe:

A. É tão importante, que a primeira mulher, primeiramente chamada de "varoa" ganhou um novo nome de seu marido: "Eva" ou seja, mãe da vida;

B. Os motivos que este papel será cada vez mais rejeitado:

1. Profissionalismo;

2. Por desconhecer a recompensa que esta tarefa pode trazer;

VI. Como Maria as mães devem entender claramente que não basta ser mãe é preciso ser uma "boa mãe":

A. Seu primeiro passo foi "apresentá-lo ao Senhor"

1. Consagrar, ou seja, entregá-los aos cuidados de Deus;

2. O primeiro lugar que Maria levou seu filho foi na igreja. Hoje às vezes é o último;

B. Soube segurá-lo quando era preciso retê-lo e soube soltá-lo quando chegou a hora:

1. A mãe precisa aprender de Deus a "reter" seu filho: Lucas 2:48,51; Provérbios 29:15;

a) Com isso queremos dizer que deve segurá-lo com firmeza, ou seja, guardá-lo em seu poder com bastante firmeza;
b) Uma boa mãe saberá dizer "não" com amor quando isto ainda é sua obrigação;
c) A pior coisa que uma mãe pode fazer a um filho pequeno é soltá-lo.

2. A mãe também precisa aprender a soltar seu filho na hora certa: "Segurar não é uma tarefa fácil, soltar é ainda mais difícil"

a) Creio que esta foi a hora mais difícil para Maria; João 2:4;
b) Foi mesmo levada pelo amor materno a pensar que a entrega total de sua vida para Deus era coisa de maluco; Marcos 3:20-21;
c) Precisou na sua vida de mãe "repartir" seu filho com as outras pessoas:

1) Nem todas as mães aprendem isso; Marcos 3:31-35;

2) Muitos casais acabam se separando porque as mães resolvem achar que ainda mandam nos seus filhos;

3. Há muitas mães que soltam seus filhos quando deveriam retê-los e querem segurá-los quando deveriam ser soltos;

C. Ter espírito de contentamento e isto é fundamental para moldar o caráter de uma criança: Lucas 1:39,56;

1. Uma mãe descontente pode criar um ladrão, um assassino ou um deprimido;

2. Já pensou Maria se decepcionar com a condição de vida que levava e transmitir sua decepção à suas crianças?

"Soube criar seu filho em alegria ao lado do carpinteiro de Nazaré; Lc. 4:16"

D. Soube ajudá-lo discretamente. Isto é uma arte em especial.

1. Existe muita verdade na frase: "De tanto querer ajudar acaba atrapalhando";

E. Soube sofrer pelo seu filho sem injuriar ao Senhor: Jo. 19:25;

VII. Mas a mãe que não teme a Deus tem sido um desastre:

A. Quando lhe falta as outras peças do grande conjunto:

B. A forma com que se comporta influencia diretamente seus filhos; Ez. 16:44:

C. Penso na filha de Herodias; Mt. 14:8;

D. Penso no filho de Jezabel 2 Re. 9:22 E sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, disse: Há paz, Jeú? E disse ele: Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias são tantas?

VIII. A Mãe do tipo de Deus, além de ser uma mulher exemplar será "louvada":

A. Seu filho será seu discípulo; Ez. 16:44

B. Sua código de instrução sempre será a Bíblia;

C. Que bela figura temos em Pv. 31:23,28,31;

1. Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra. Pv. 31:23;

2. Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior. Pv. 31:28-29;

3. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e ouvem-na nas portas as suas obras; Pv. 31:31;

IX. Será uma "mãe" do tipo de Deus toda mulher que tiver a sabedoria de Maria:

A. Que confessou a Jesus como seu Salvador;

B. Que fez do seu lar um celeiro de "filhos" de Deus;

1. Seus irmãos eram crentes, casados com mulheres crentes; I Co. 9:5

2. Um de seus irmãos tornou-se um "apóstolo" Gl. 1:19, e este irmão, criado junto com ele confessou: "Sou escravo de Cristo" Tiago 1:1;

C. Resultado: Lc. 11:27; "E aconteceu que, dizendo ele essas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado.